lunes, 20 de diciembre de 2010

“México um país a descobrir”

Portugal e México, dois países distantes, desconhecidos entre si, mas que efectivamente analisando os dois mercados chegamos à conclusão que são economias complementares, com grande proximidade cultural. As oportunidades são uma realidade que ainda estão por explorar.

A percepção do produto português é positiva. Por exemplo, no Brasil a tecnologia nacional é portuguesa, no México a nossa tecnologia é europeia.

Numa época de crise, onde há necessidade de conquistar novos mercados, o México nem sempre aparece como prioridade. Muitas vezes o senso comum, criado pelas noticias exageradas, identifica o país como sendo inseguro. Incluído nas dinâmicas imaginárias da América Latina.

Efectivamente as ideias preconcebidas não são as mais correctas. O México é nos dias de hoje uma economia aberta, um mercado de cerca de 110 milhões de pessoas, o país com mais tratados mercantilistas do mundo, com destaque para o Tratado de Livre Comercio com o vizinho Estados Unidos e Canadá, o que faz deste país uma plataforma de produção e exportação para mercados de grande potencial, incluindo a Uniao Europeia.

O tecido empresarial mexicano é composto fundamentalmente por micro empresas e PME's. O mercado não é maduro, ainda tem muitos nichos de mercado por explorar.

Abrir uma empresa no México, é mais simples do que se pode imaginar. Aliás, pode ser bastante económico se se conhecem os procedimentos e que podem ser consultados na Internet.

Fundamentalmente o procedimento é:

- Pedido de autorização de utilização de nome comercial na Secretaria de Relaciones Exteriores, a consulta de disponibilidade pode ser feita online e obter a resposta em poucos minutos. O custo deste trâmite é de cerca de $750.00 MNX (cerca de 32 Euros).

- Na criação de uma sociedade comercial, pela Lei Mexicana, é obrigatório a existência de no mínimo dois sócios, não importando a relação de cotas ou de acções, ou mesmo a origem das sociedades. Um sócio pode ter 99,99 % e o outro 0,01%. Normalmente a designação, consoante o capital, que no mínimo é de $3000.00 MXN (cerca de 180 Euros) para uma “Sociedad de Responsabilidad Limitada de Capital Variable”. Uma “Sociedad Anonima de Capital Variable” implica um capital mínimo de $50.000 MXN (cerca de 2950 Euros). No entanto, existem outros pormenores que não são abordados aqui (por exemplo, a realização do capital pode ser feita com maquinaria).

- Formalização da “Acta Constitutiva” da empresa, que posteriormente tem de ser certificada por Notário. Aqui as variações de preço podem ser grandes, outra figura que poderá efectuar este trâmite é o Corredor Publico que é mais económico. O preço mínimo é de cerca de $7000.00 MXN (410 Euros). Neste processo, incluído normalmente, está o Registo Público do Comercio.

- Outro dos passos a dar é o registo de capital, “Registo Nacional de Inversion Estranjera”, com um custo de cerca de $2000.00 MXN (120 Euros).

- Por último existe o registo do número de contribuinte, “Registro Federal de Contribuyente”, feito junto do SAT, “Servicio de Administración Tributaria”. Procedimento gratuito.

Em traços gerais estes são os movimentos necessários para a instalação de uma empresa comercial no México. No entanto, caso a actividade da empresa seja industrial é necessário observar dois tipos de autorização, as do Governo Federal e as dos governos locais. Também é necessário consultar o Lei de Investimento Estrangeiro para verificar se a área de negócio a operar não está reservada somente a cidadãos mexicanos. No entanto, basicamente as áreas reservadas são o relacionado com petróleo e transportes de passageiros.

Não podem os portugueses deixar passar esta oportunidade, o México na realidade é um país de oportunidades, organizado e dinâmico e que infelizmente é desconhecido em Portugal. Um país que recebe bem, um grande país com dons de gente! O imaginário de Portugal, é de um país culto, onde localmente existem manifestações de análise, retrospectiva, celebração de autores como Fernando Pessoa, José Saramago, Manuel de Oliveira, António Lobo Antunes, José Luís Peixoto e outros como Cristiano Ronaldo que é segundo um estudo, o desportista estrangeiro mais admirado. Falta fazer uma ponte e transformar este potencial intelectual em negócios!

A somar a tudo isto, o facto de existir um Tratado de Livre comercio com a UE que funciona desde o ano 2000.


martes, 12 de enero de 2010

Crescimento na América Latina em 2010

Segundo previsoes do banco Merrill Lynch a economia da América Latina deverá crescer a volta de 4% em 2010. Estes dados são também sustentados pelo FMI (fundo monetario internacional), num dos seus relatórios semanais, contudo aponta que o crescimento será desigual entre os países da região.

Sendo o Brasil o principal motor de crescimento (5%) seguido de Chile e México, 3.9% e 3% respectivamente.

No outro lado da moeda encontram-se a Argentina e a Venezuela, com crescimentos de 0% e 2%, respectivamente. Mercados que Portugal está exposto com alguma expressão. O caso da Venezuela torna-se ainda mais critico devido a desvalorização da moeda nacional em 50%.

Apesar de ser um mercado emergente, os crescimento esperados para esta região Latina fixam-se bastante abaixo dos esperados para a região asiática, onde as previsoes sao de 8.2%.

lunes, 21 de diciembre de 2009

Poucos Fundos de Capital Privado no México

Segundo a Asociaçao de Capital Privado Mexicana, existen actualmente cerca de 40 fundos de capital privado em toda a republica mexicana dos quais cerca de dois terços sao extrangeiros (principalmente americanos), pode se dizer também que grande parte destes fundos actuam na área imobiliária. Segundo um estudo realizado pela consultora Deloitte, este país tem capacidade no seu ponto de madurez para albergar 180 fundos de capital privado, tal como já acontece nos EUA onde existem mais de 2000 fundos.

Apenas 1% dos fundos de capital privado a nivel mundial se encontram na América latina e dessa percentagem mínima, 40% está aportada ao Brasil, 28% na Argentina e apenas 20% no México.

É caso para perguntar quais as razoes para que sejam tao poucos os fundos que estao presentes neste mercado? A falta de cultura de investimento por parte das empresas e o facto dos fundos de pensoes governamentais nao aportarem seu capital explica parte do facto de existir poucos fundos mexicanos operando no país. Esta é de facto uma das maiores razoes, porque quem gere os fundos de pensões argumenta que os recursos dos trabalhadores nao devem ser investidos em instrumentos demasiados arriscados, assim os fundos de pensoes mexicanos apenas estao financiando a despesa do governo e a divida das grandes empresas mexicanas.

Outras razoes surgem pela parte legal, pois aianda existem algumas lacunas juridicas nos que diz respeito a este tipo de investimento, assim como algumas leis restrictivas.

Desta forma, as grandes ideias e empresas inovadoras mexicanas estao a ser financiados por fundo de caital privado extrangeiros, como é o caso do Grupo Carlyle, NAFTA Found, JP Morgan Latin America, Aureos...Exemplos de isso sao a Homex, Cinemex y Duty free que tem investimento extrangeiro.

Pela minha experiência pessoal neste mercado e principalmente na área de consultoria financeira, posso expressar que existem oportunidades de investimento excelentes que não estão a ser aproveitadas por falta de fundos de capital privado.

Que espera Portugal para agarrar este mercado?

jueves, 3 de diciembre de 2009

Cimeira Iberoamericana Estoril Dez. 2009

Foi notorio que esta Cimeira não foi o êxito que o Governo Português esperava. A culpa? Obviamente - Honduras...

Quem entende um pouco de questões Latino-Americanas, sabe que Portugal não estava minimamente preparado para um tema tão complexo (para nós portugueses) como o "golpe" nas Honduras? Pergunto-me quantos portugueses sabem o nome da capital?

Bom, na minha opinião perdemos mais uma oportunidade por não fazer bem o trabalho de casa e não termos investido suficientemente no conhecimento da América Latina. Não existe neste momento em Portugal nenhum especialista eminente nesta região.
Bom o tema que se pensou que seria de "choque", não se passou o Hugo Chavez e a Colombia... Tanta leitura e afinal?!


De saudar os acordos com a República Dominica e com Chile. A abordagem ao México mais uma vez falhou! Todavia creio que o esforço para este mercado sigue numa absoluta "sombra" de desconhecimento.

Mas este tema fica para outro dia!

Adquisiciones en México según el origen del Capital


Durante el período de 1988 a 2007 la gran mayoría de las adquisiciones realizadas en México fueron por empresas extranjeras. Si se consideran los montos totales del período, 52% de las adquisiciones correspondió a inversionistas extranjeros frente a 48% de las nacionales.


Para el período de 1988 a 1994, casi la totalidad de los compradores fueron empresas nacionales, con 85%. Sin embargo, si se parte de mediados de los años noventa, es decir, los últimos diez años el porcentaje de participación de las adquisiciones de empresas extranjeras se eleva a 65%.


Lo anterior muestra que las adquisiciones de empresas en México en la actualidad es el resultado de un proceso de desnacionalización de empresas mexicanas. Lo anterior se puede derivar, por una parte, del proceso mismo de apertura y desregulación de sectores importantes de la economía como los sectores bancario-financiero y de telecomunicaciones, donde además de abrirlos a la competencia, se facilitó la entrada de capital externo; por otra parte, las adquisiciones y fusiones son una vía rápida y segura de penetrar en cualquier mercado para después expandirse, factor que se ha visto acentuado precisamente por las características globales de la competencia en muchos sectores.


La estrategia de muchas empresas es ubicarse en el mercado nacional como un componente importante para posicionarse en el mercado de América del Norte y beneficiarse del Tratado de Libre Comercio de Norteamérica (TLC).


El monto de 74, 208. 3 millones de dólares, que corresponde a las adquisiciones de empresas extranjeras en México de 1988 a 2005, se compara con el monto total que han realizado empresas y grupos mexicanos en la adquisición de empresas en el extranjero en el mismo período y que suma 32,829.7 millones de dólares. Lo anterior muestra el efecto de penetración del capital extranjero en la economía mexicana, sin considerar que la transnacionalización de empresas mexicanas es un fenómeno relativamente reciente, mientras el capital foráneo ha incursionado en el país por la vía de las adquisiciones de empresas desde hace mucho tiempo tiempo.


lunes, 16 de noviembre de 2009

Portugal más que una Puerta de Entrada





No es solamente a los portugueses que quiero hacer despertar para el potencial de México es también a los Méxicanos que quiero que se despierten para el Tratado de Libre Comercio con la Unión Europea.

Portugal, para las empresas mexicanas puede ser estratégico para el proceso de globalización al que todos deben estar conscientes, debido a su situación geográfica - de entrada Atlántica en Europa, sus conexiones a África a través de los PALOP´s (Países Africanos de Lengua Oficial Portuguesa), las grandes inversiones en plataformas logísticas conectadas a los principales puertos, que permiten acceder a la red de transportes interiores de Europa como también servir mercados regionales del país. La construcción de un nuevo aeropuerto internacional y el tren de alta velocidad. A juntar a esto está su presencia cultural en el mundo, por ejemplo Macao en China, ¡una excelente plataforma de negocios!
Países como Brasil, Rusia, China e India ya manifiestan sus intereses en Portugal, principalmente por su ubicación geográfica, mano de obra competitiva e incentivos estatales para los PIN (proyectos de interese nacional).
Puede resultar interesante, pues después de España, Portugal será el país de Europa con mayor semejanza cultural, religioso y lingüístico con México.
La presencia mexicana en suelo luso aún es muy pequeña, pero significativa, en 2003 la empresa Vitro compro 60% de la portuguesa Vidraria de Chaves, la convirtió en una de las principales productoras y transformadoras de vidrio plano en Portugal. En 2006, las ventas de la vidriera Vitro Chaves fueron cercanas a los 30 millones de euros. También en 2006 el Grupo Carso-Telmex efectuó una inversión de 377 millones de euros, para la adquisición de 3.4% del capital de “Portugal Telecom”, convirtiéndose en el quinto accionista de la empresa de telecomunicaciones. Además marcas mexicanas como Bimbo y Corona son conocidas y consumidas en este mercado.
En cuanto a esto, la IDE portuguesa en México, acumulada a partir de 1994 asciende a 22.5 millones de dólares. Al mes de septiembre de 2006, se contaba con el registro de 31 sociedades con participación portuguesa en su capital social. Dedicadas mayoritariamente al sector servicios e industria manufacturera.
En términos poblacionales, Portugal tienen poco más de 10 millones y medio de habitantes y un territorio veinte veces inferior al de México. La economía viene presentado señales de actividad considerables. Con una dinámica del sector privado muy interesante, con algunas empresas nacionales lideres mundiales en sus sectores de actividad. Sin embargo, sufrió un revés económico después de la adhesión al Euro en el 2001, los inevitables ajustes que resultaron del fuerte endeudamiento de las empresas y las familias. Sector clave es el Turismo representa cerca del 7 al 8% del PIB portugués, genera cerca de 10% del empleo en ese país.





Los indicadores macroeconómicos actuales son más positivos, el ingreso por habitante promedio de los portugueses es sustancialmente superior al de los mexicanos alcanzando la cifra de los 18,400 dólares.


Datos de Portugal 2006
Tabla 1
Portugal
Población (millones 2006) 10,5
Producto Interno Bruto (PIB) (miles de millones de dólares) 194 981
Crecimiento Promedio Anual del PIB (2006) 1,3
PIB per capita (miles de dólares) 18.419


Comercio Exterior de Portugal, comparación 2002, 2005 e 2006 (millones de dólares)
Tabla 2
Año Exportaciones Importaciones Balanza Comercial
2002 47 562 61 645 - 14 083
2005 53 363 69 464 - 16 101
2006 60 645 75 807 - 15 162

Principales Socios Comerciales de Portugal (Datos 2005)
El comercio de Portugal está concentrado en los mercados de la OCDE, pero la concentración es especialmente elevada en los países de la Unión Europea con un peso de 77% en 2005.
Los principales clientes son España (26.8%), Francia (13.5%), Alemania (12,3%) y el Reino Unido (8,3%). Del mismo modo los principales vendedores fueron España (29.9%), Alemania (13.9%), Francia (8.8%) e Italia (5.4%).


Comercio Bilateral Portugal México

Tras la firma del TLC México-Unión Europea, en el 2000 en Lisboa, el comercio entre los dos países se ha incrementado notablemente, en 2001 el comercio bilateral era de 264 millones de dólares – 180 millones de exportaciones a Portugal y 84 millones de importaciones. En 2005 se logro los 575 millones de dólares (Word Trade Atlas) – de estos 270 millones de exportaciones a Portugal y un total de 305 millones de importaciones. Por primera vez México presenta un saldo negativo.
Entre enero y octubre de 2006 las exportaciones de Portugal a México alcanzaron la cifra de 301 millones de dólares un aumento de 22.46% en relación al mismo periodo de 2005. Mientras tanto las exportaciones de México a Portugal se cifraron 270 millones de dólares 18% más que el mismo periodo de 2005. El principal producto exportado a Portugal fue el petróleo (87.39 %), siguen los polímeros (2.52%), dispositivos semiconductores (1.94%), garbanzo (1.87%), tequila (1.44%), antibióticos (0.59%). Cabe señalar que el principal producto exportado fue siempre el petróleo, y no significa por si que se hayan incrementado las cantidades pero si la variación del precio en los mercados internacionales.



Oportunidades de Negocio con Portugal
Portugal tiene gran dependencia de varios productos, cuales los obtiene por importación, en la tabla 3 presentamos apenas algunos. Sin duda que la importación de petróleo es significativa, pero hay otros como es el caso de productos de pesca, farmacéuticos e plásticos. Cualquier uno de estos ejemplos nos presenta números muy atractivos para negocio.
Pero con más detalle podremos ver el caso del jitomate (0702 tomate frecos o refrigerados) que em 2005 Portugal compró cerca de 30 millones de dólares en 2005 en gran parte a España y Alemania. Este es producto muy buscado en Portugal por la industria transformadora, siendo este país lider europeo en la transformación de jitomate. Es una oportunidad que tiene de ser estudiada porque dentro de dos a trés anos la Unión Europea pretende terminar con los subsidios a la producion de jitomante, lo que implicará el abandono de su producción y un incremento de la importación de paises fuera de la UE. México como uno de los principales productores mundiales ¡no puede perder esta oportunidad!
Otro producto muy importado son fruta en general que alcanzo el valor de 570 millones de dólares en 2005 a España y muchos países de America Latina a la excepción de México. Por ejemplo, 24 millones de dólares de guayabas y mangos a Brasil, 39 millones de dólares de piñas a Costa Rica e España.


Grupo de Productos importados por Portugal en 2005 miles de dólares(Trade Map)
Tabla 3
03 Pescados Crustraceos, moluscos y otros invertebrados acuáticos 1,295,360
10 Cereales 637, 868
27 Combustibles minerales, aceites minerales (…) 8,999,699
30 Productos farmaceuticos 2,000,260
39 Materias plasticas y manufacturas de estas materias 2,152,836


Oportunidades para México en el sector servicios seria aprovechar nichos de mercado como las casas de empeño, que México tiene ya know-how posible por ejemplo para franquicias, los restaurantes de comida temática mexicana. Aprovechando la simpatía y admiración por la cultura de México en ese país. En términos de productos los picantes, tequilas son productos que progresivamente van penetrando el mercado portugués.
La estrategia de las empresas mexicanas puede ser a través de la participación en las ferias por sector que se organizan en ese país, bien como la participación en roodshow`s teniendo en cuenta centrales de compras que existen para hoteles, farmacias, distribución al detalle, hospitales entre otros. Normalmente buenos mecanismos de venta son abordar las asociaciones que existen por sectores que posibilitan comunicar casi directamente con miles de empresas.
Portugal es un país abierto al exterior siendo el 4º a nivel de Europa y el 7º en el mundo, aprovechando los aranceles del TLCMUE, abordar el mercado no será complicado, los portugueses son muy sensibles a la relación calidad precio, son formales en relación a los títulos académicos, los horarios de las empresas son normalmente de 9-18h, entre las 13-14h es la hora de la comida.

Espanha Mercado Natural II


O desafio para as PME´s portuguesas está na competitividade, há qualidade em Portugal, isso não há dúvida! Falta coragem e estratégia, os empresários portugueses são de alguma forma conhecidos pela sua desconfiança, pelo seu pessimismo. Uma empresa portuguesa que já tenha dimensão em Portugal, e que pense que não tem reunidas condições para uma dimensão em termos de Peninsula Ibérica, deve procurar alianças estratégicas. Imaginem, é caro por exemplo participar numa feira internacional, porque não se juntam meia dúzia de empresas e partilham os gastos de representação? Ou então investem em grupo na promoção do que vendem junto de outras empresas no país de destino?

Podemos verificar a acção natural de mercado, cerca de trezentas PME´s espanholas abandonaram nos últimos anos Portugal, alguns analistas dizem, que em alguns casos foi porque não poderam superar a concorrência portuguesa. O mesmo se pode passar em Espanha na conquista de mercado, as empresas portuguesas, sempre que se cumpram os requesitos básicos, qualidade e preço, podem perfeitamente entrar e estar no mercado espanhol. Obviamente que pode não ser muito fácil ao princípio, ser necessário algum esforço suplementar, investimento significativo por exemplo em marketing e publicidade para pôr uma marca no mercado. Assim que, pensar em estratégias, volto a recordar, as alianças, parcerias são fundamentais.

Deixo aqui algumas dicas para uma possível abordagem. Em Espanha ninguém se trata por doutor. Bem como qualquer outro tipo de título académico. Normalmente tratam-se por tu, são muito pouco formais e gostam de mensagens objectivas. Não critico a formalidade e a seriedade que nos caracteriza portugueses, porque nos serve para outros mercados. Flexibilidade e bom senso é um trunfo!

Quanto ao idioma, eles têm imensa dificuldade para nos entender em português, assim que, para a maioria dos portugueses aprender o espanhol como idioma de negócios pode ser mais fácil.

No entanto, temos que ter alguns cuidados, atender às diferentes realidades regionais de Espanha. As grandes regiões económicas e culturais; País Basco, Generalitat de Cataluña, Comunidad de Madrid, poderemos deparar-nos com diferenças acentuadas a vários niveis. Cada uma destas regiões tem um Governo autonómo, a administração é regional, assim que a legislação económica pode variar de região para região.

O idioma oficial do estado espanhol é o castelhano, toda a gente o fala. Por questões de resistência em algumas das regiões alguns habitantes recusam-se a falar o espanhol, quando nos apresentamos como portugueses e pelo menos demonstrarmos que sabemos dizer bom dia ou despedir-nos no seu idioma pode ser uma vantagem.

Outra realidade a ter em conta são os imigrantes, maioritarimente latinoamericanos, sejam de Equador, Perú, Colômbia, República Dominicana. Bem como em algumas zonas como os arquipelagos das Canárias e das Baleares onde poderemos encontrar muitos alemães. Isto no sentido de que existe a necessidade de definir target’s e nesse sentido desenvolver estratégias.

domingo, 15 de noviembre de 2009

Espanha o mercado natural I


Espanha o bom e o mau exemplo económico, o que devemos fazer!


No dia 25 de Setembro de 2006 a RTP, no programa “Pós e Contras” dedicou o espaço televisivo ao debate sobre as relações entre Portugal e Espanha. Uma reflexão predominantemente económica, sobre o que Portugal tem de fazer para atingir os indices de desenvolvimento do país vizinho. Teve a presença do ex – presidente do governo espanhol, José Maria Aznar, que para muitos, foi obreiro das reformas que mudaram o seu país.

A forma como é encarada pelos portugueses o investimento espanhol, levou alguns num passado recente a descrever, como sendo a “invasão” económica de Portugal. Contudo, temos de assumir que já estamos desde 1986 inseridos num mercado comum, a União Europeia e que dada a proximidade geográfica e cultural, de Espanha a Portugal é perfeitamente normal que as empresas espanholas cheguem. As resistências históricas não fazem sentido neste contexto! Os proconceitos, a indiferença são sem dúvida entraves claros para o nosso desenvolvimento económico. Se existe uma lição a retirar deste tema, é a atitude que deveremos ter em relação ao conceito de mercado ibérico. Isto é, observar Portugal e Espanha como um mercado natural. É o nosso único vizinho, e tal como eles olham para o nosso país como uma zona mais de mercado, também os portugueses têm de olhar para Espanha como a extensão geográfica para o exercicio das suas actividades. Então hoje como ir comercializar a Braga, também devemos ter como natural fazer negócios em Vigo ou mesmo em Madrid.
Estudei quase três anos em Madrid e senti a expressão “se vienes a Madrid eres de Madrid”. Em termos económicos presenciei a pujança de muitas empresas sediadas na comunidade. Viví com os espanhóis as suas práticas e costumes, que sinceramente não são muito diferentes do quotidiano dos portugueses.

As grandes empresas portuguesas já descobriram Espanha e têm aí cotas de mercado significativas, como a Sonae, Inapa, Américo Amorim, Cimpor, EDP, Renova, Caixa Geral de Depósitos, Nutrinveste, Ibersol, Novabase, Pararede, Salvador Caetano, Cafés Delta, Banco Espírito Santo, Lameirinho, Cin, Rádio Popular, Grupo Mello, Lactogal, Grupo Orey, EDP (o maior investimento de sempre) e muitas outras. É praticamente unânime, o investimento português em Espanha, desenvolve-se sempre que possível de uma forma muito discreta. Claramente, esta deve ser a postura para não levantar os mesmos tipos de arraias de contestação que tivemos em Portugal sobre o tema da “invasão” espanhola! Seria então a “invasão” portuguesa!

Archivo del blog