domingo, 15 de noviembre de 2009

Espanha o mercado natural I


Espanha o bom e o mau exemplo económico, o que devemos fazer!


No dia 25 de Setembro de 2006 a RTP, no programa “Pós e Contras” dedicou o espaço televisivo ao debate sobre as relações entre Portugal e Espanha. Uma reflexão predominantemente económica, sobre o que Portugal tem de fazer para atingir os indices de desenvolvimento do país vizinho. Teve a presença do ex – presidente do governo espanhol, José Maria Aznar, que para muitos, foi obreiro das reformas que mudaram o seu país.

A forma como é encarada pelos portugueses o investimento espanhol, levou alguns num passado recente a descrever, como sendo a “invasão” económica de Portugal. Contudo, temos de assumir que já estamos desde 1986 inseridos num mercado comum, a União Europeia e que dada a proximidade geográfica e cultural, de Espanha a Portugal é perfeitamente normal que as empresas espanholas cheguem. As resistências históricas não fazem sentido neste contexto! Os proconceitos, a indiferença são sem dúvida entraves claros para o nosso desenvolvimento económico. Se existe uma lição a retirar deste tema, é a atitude que deveremos ter em relação ao conceito de mercado ibérico. Isto é, observar Portugal e Espanha como um mercado natural. É o nosso único vizinho, e tal como eles olham para o nosso país como uma zona mais de mercado, também os portugueses têm de olhar para Espanha como a extensão geográfica para o exercicio das suas actividades. Então hoje como ir comercializar a Braga, também devemos ter como natural fazer negócios em Vigo ou mesmo em Madrid.
Estudei quase três anos em Madrid e senti a expressão “se vienes a Madrid eres de Madrid”. Em termos económicos presenciei a pujança de muitas empresas sediadas na comunidade. Viví com os espanhóis as suas práticas e costumes, que sinceramente não são muito diferentes do quotidiano dos portugueses.

As grandes empresas portuguesas já descobriram Espanha e têm aí cotas de mercado significativas, como a Sonae, Inapa, Américo Amorim, Cimpor, EDP, Renova, Caixa Geral de Depósitos, Nutrinveste, Ibersol, Novabase, Pararede, Salvador Caetano, Cafés Delta, Banco Espírito Santo, Lameirinho, Cin, Rádio Popular, Grupo Mello, Lactogal, Grupo Orey, EDP (o maior investimento de sempre) e muitas outras. É praticamente unânime, o investimento português em Espanha, desenvolve-se sempre que possível de uma forma muito discreta. Claramente, esta deve ser a postura para não levantar os mesmos tipos de arraias de contestação que tivemos em Portugal sobre o tema da “invasão” espanhola! Seria então a “invasão” portuguesa!

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